Infrações e penalidades no simulado do Detran: pontos, multas e suspensão
Leve, média, grave ou gravíssima? Esse é o bloco mais decorável da prova teórica — e o que mais gente erra por estudar a regra antiga dos 20 pontos. Veja a tabela de pontuação, os multiplicadores das gravíssimas, quando a CNH é suspensa e as infrações que mais caem no simulado.

Infração não é multa: entenda a diferença antes de decorar
A maior parte das questões desse bloco não pergunta o valor da multa. Pergunta a natureza da infração — leve, média, grave ou gravíssima — e a penalidade que vem junto. São coisas diferentes: a natureza define os pontos que entram no seu prontuário, e a penalidade pode ser só multa ou multa somada a medidas administrativas, como remoção do veículo, recolhimento do documento ou suspensão do direito de dirigir.
Quem entende essa lógica acerta questão que nunca viu antes. Quem decora tabela solta erra assim que a banca troca o exemplo.
A tabela que você precisa saber de cor
São quatro naturezas, com pontuação fixa no Código de Trânsito Brasileiro:
Leve: 3 pontos — multa de referência R$ 88,38
Média: 4 pontos — R$ 130,16
Grave: 5 pontos — R$ 195,23
Gravíssima: 7 pontos — R$ 293,47
Se você memorizar uma coisa só deste texto, memorize a sequência 3, 4, 5 e 7. A prova adora descrever uma situação ("o condutor avançou o sinal vermelho") e perguntar quantos pontos ele leva. Sem a sequência na cabeça, vira chute — e chute em prova de 30 questões custa caro.
Os valores em reais aparecem menos nas questões do que a pontuação, mas caem. Guarde pelo menos os R$ 293,47 da gravíssima, que é o mais cobrado.
Os multiplicadores: a pegadinha favorita das bancas
Algumas infrações gravíssimas têm o valor da multa multiplicado. É aí que o candidato tropeça, porque acha que a resposta é sempre R$ 293,47.
Fator multiplicador não muda os pontos. Uma gravíssima com multiplicador x10 continua valendo 7 pontos — o que muda é só o valor pago. Essa frase, sozinha, resolve várias questões.
Os casos clássicos:
Dirigir sob influência de álcool (art. 165): gravíssima com fator x10 — R$ 2.934,70, mais suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
Recusar o teste do bafômetro (art. 165-A): mesma penalidade da embriaguez. Recusar não é saída — é a mesma punição administrativa.
Participar de racha (art. 173): gravíssima x10, suspensão e apreensão do veículo.
Velocidade acima de 50% do limite (art. 218): gravíssima x3, com suspensão.
Quando a CNH é suspensa: 20, 30 ou 40 pontos
Esse é o ponto que mais confunde, porque muita gente ainda estuda pela regra antiga dos 20 pontos para todo mundo. Desde a mudança promovida pela Lei 14.071, o limite depende de quantas infrações gravíssimas você cometeu nos últimos 12 meses:
20 pontos — se houver duas ou mais infrações gravíssimas no período.
30 pontos — se houver exatamente uma gravíssima.
40 pontos — se não houver nenhuma gravíssima.
Para quem exerce atividade remunerada e tem a observação EAR na carteira, o limite é 40 pontos, independentemente da natureza das infrações. É uma exceção pequena, mas cai.
A suspensão em si costuma variar de 6 meses a 1 ano na primeira vez e pode chegar a 2 anos em caso de reincidência dentro de 12 meses. E atenção: existem infrações que já trazem a suspensão como penalidade própria, sem depender de somar pontos — embriaguez e racha são os exemplos mais lembrados.
Suspensão, cassação e crime de trânsito não são a mesma coisa
Três palavras parecidas, três consequências diferentes — e a prova adora trocar uma pela outra.
Suspensão: você fica temporariamente proibido de dirigir, entrega a CNH e, ao fim do prazo, faz o curso de reciclagem para reaver o documento.
Cassação: é mais grave. A CNH é invalidada e só depois de dois anos você pode reiniciar todo o processo de habilitação, do zero. Cai principalmente quando o condutor dirige durante o período de suspensão.
Crime de trânsito: responde na esfera penal, não administrativa. Homicídio culposo na direção, fuga do local do acidente e dirigir embriagado gerando perigo de dano concreto entram aqui. Uma mesma conduta pode gerar multa, suspensão e processo criminal ao mesmo tempo.
Se você está na CNH provisória, a régua é outra
No primeiro ano com a Permissão para Dirigir, não é a pontuação que manda. Basta cometer uma infração grave ou gravíssima — ou ser reincidente em infração média — para não conseguir a CNH definitiva e ter que refazer o processo.
Na prática, um sinal vermelho avançado ou um celular na mão já bastam. É por isso que as questões sobre CNH provisória quase sempre têm como resposta correta a alternativa mais rígida.
As infrações que mais aparecem nas questões
Vale ter essas na ponta da língua, com natureza e pontos:
Avançar o sinal vermelho: gravíssima, 7 pontos.
Usar o celular ao dirigir: gravíssima, 7 pontos.
Transportar criança sem o dispositivo de retenção adequado: gravíssima, 7 pontos.
Ultrapassar em faixa contínua: gravíssima, 7 pontos.
Dirigir sem cinto de segurança: grave, 5 pontos.
Velocidade até 20% acima do limite: média, 4 pontos.
Repare no padrão: quase tudo que envolve risco direto de morte é gravíssima. Quando a questão descrever uma conduta perigosa e você não lembrar do artigo, apostar em "gravíssima, 7 pontos" costuma ser a melhor aposta estatística.
Como transformar esse bloco em ponto garantido
Infrações e penalidades é o bloco mais decorável da prova teórica — e justamente por isso é onde dá para garantir acertos com pouco esforço. Estude em três camadas: primeiro a sequência 3-4-5-7, depois os limites de 20/30/40 pontos, e só então as infrações específicas.
O jeito mais rápido de fixar é errando em simulado, não no Detran. Faça blocos de questões só desse tema, veja onde você troca grave por gravíssima e refaça até a resposta virar automática. No Yeno, o simulado separa as questões por assunto justamente para isso: você repete o que ainda erra em vez de refazer a prova inteira toda vez.
Com o corte de aprovação em 20 acertos de 30 na maioria dos estados, dominar um bloco inteiro já te coloca com folga na direção certa. Confira sempre as regras do Detran do seu estado antes da prova.
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